13
de Fevereio. Domingo
[Sala
da Angélica]
Acordei
com uma impressão ruim. Estou bem aqui com a
Angélica e com a Fabí mas, bom,
não importa. Só não
escrevi nada ontem então resolvi dar um oi.
Ótimo, agora converso com o diário.
A mãe da Angélica nos acordou para o
almoço. Sim, dormimos até essa hora. A irmã da Angélica, Gabriella, já tinha
chegado. Passamos a tarde assistindo filme e conversando. A Gabriella é muito
querida, estava pedindo opinião para os vestidos da festa dela. Ela convidou a
Fabí e eu, o único empecilho é que só entram em casais. Com quem eu vou? Com o
Guilherme? Acho que não.
Por volta das sete horas da noite, eu e Fabí fomos para o quarto arrumar nossas coisas para ir para casa.
- Já sei, por que você não vai com o Wesley? - Ela perguntou.
- Claro, vou chegar para ele e dizer “Oi gracinha, seja meu par na festa da Gaby?” - Rimos.
- Eu acho que vocês combinam. - Disse Fabí olhando pro outro lado.
- Você mal me viu perto dele. - Tentei desconversar.
- Ví vocês conversando no dia que você chegou no colégio. Achei que vocês se dariam bem. - Disse ela rindo.
- Ok, chega. Eu não vou chamar o Wesley, esquece, não tem nada a ver. - Respondi rindo.
- Você está vermelha! Há! Eu sabia! Você gosta dele né? Né? - Disse Fabí pulando em volta de mim e me batendo com um travesseiro.
- De quem a Nathy gosta? - Disse Angélica entrando no quarto.
- Do Wesley. - Disse Fabí antes que eu pudesse retrucar. - E ela vai chamar ele pra ser o par dela na festa da sua irmã.
- Sério? - Angélica perguntou impressionada.
- Não! - Gritei. - Não gosto dele gente, nem vou chamar ele para ir na festa comigo. Chega disso tá? - Respondi alto.
- Mas você está vermelha. - Disse Fabí rindo.
- Está mesmo. - Concordou Angélica.
- Eu desisto de vocês. - Respondi voltando a arrumar minhas coisas.
- Tive uma ideia. Final de semana que vem minha mãe vai estar de plantão com certeza. Não vou ver ela de sexta a noite até segunda de tarde, então, vocês vão lá pra casa. E eu vou chamar o Wesley também tá Nathy? - Disse Fabí.
- Ai não enche! - Respondi rindo. - Mas tudo bem, eu vou.
- Eu também, eu também. Vai ser legal, a casa só pra nós. Que tal não chamar o Wesley e contratar uns stripers? - Rimos.
Minha mãe foi me buscar as oito horas. Chegando em casa ouvi uma voz diferente.
- Nathy, vem aqui. Esse é Rubens, nosso vizinho. - Disse meu pai.
- Oi, prazer. - Disse acenando para Rubens.
- Seu pai disse que você gosta de cavalos. - Disse meu vizinho.
- Adoro, muito mesmo.
- Eu crio cavalos, vai um dia desses ali no meu sítio ver minha criação, você vai gostar.
- Claro, com certeza eu vou.
Simpático o Rubens, e ele tem alguns traços que não são estranhos. Como se eu conhecesse algum parente dele muito parecido.
Fui pro meu quarto e liguei meu computador. No meu msn tinha convite do Guilherme com o recado “Oi minha linda, agora a gente pode se conhecer ;)”. Um da Angélica, um da Fabí e um do Wesley. E tinha também um recado em off do Lucas. Dizia assim:
Por volta das sete horas da noite, eu e Fabí fomos para o quarto arrumar nossas coisas para ir para casa.
- Já sei, por que você não vai com o Wesley? - Ela perguntou.
- Claro, vou chegar para ele e dizer “Oi gracinha, seja meu par na festa da Gaby?” - Rimos.
- Eu acho que vocês combinam. - Disse Fabí olhando pro outro lado.
- Você mal me viu perto dele. - Tentei desconversar.
- Ví vocês conversando no dia que você chegou no colégio. Achei que vocês se dariam bem. - Disse ela rindo.
- Ok, chega. Eu não vou chamar o Wesley, esquece, não tem nada a ver. - Respondi rindo.
- Você está vermelha! Há! Eu sabia! Você gosta dele né? Né? - Disse Fabí pulando em volta de mim e me batendo com um travesseiro.
- De quem a Nathy gosta? - Disse Angélica entrando no quarto.
- Do Wesley. - Disse Fabí antes que eu pudesse retrucar. - E ela vai chamar ele pra ser o par dela na festa da sua irmã.
- Sério? - Angélica perguntou impressionada.
- Não! - Gritei. - Não gosto dele gente, nem vou chamar ele para ir na festa comigo. Chega disso tá? - Respondi alto.
- Mas você está vermelha. - Disse Fabí rindo.
- Está mesmo. - Concordou Angélica.
- Eu desisto de vocês. - Respondi voltando a arrumar minhas coisas.
- Tive uma ideia. Final de semana que vem minha mãe vai estar de plantão com certeza. Não vou ver ela de sexta a noite até segunda de tarde, então, vocês vão lá pra casa. E eu vou chamar o Wesley também tá Nathy? - Disse Fabí.
- Ai não enche! - Respondi rindo. - Mas tudo bem, eu vou.
- Eu também, eu também. Vai ser legal, a casa só pra nós. Que tal não chamar o Wesley e contratar uns stripers? - Rimos.
Minha mãe foi me buscar as oito horas. Chegando em casa ouvi uma voz diferente.
- Nathy, vem aqui. Esse é Rubens, nosso vizinho. - Disse meu pai.
- Oi, prazer. - Disse acenando para Rubens.
- Seu pai disse que você gosta de cavalos. - Disse meu vizinho.
- Adoro, muito mesmo.
- Eu crio cavalos, vai um dia desses ali no meu sítio ver minha criação, você vai gostar.
- Claro, com certeza eu vou.
Simpático o Rubens, e ele tem alguns traços que não são estranhos. Como se eu conhecesse algum parente dele muito parecido.
Fui pro meu quarto e liguei meu computador. No meu msn tinha convite do Guilherme com o recado “Oi minha linda, agora a gente pode se conhecer ;)”. Um da Angélica, um da Fabí e um do Wesley. E tinha também um recado em off do Lucas. Dizia assim:
“Nathi, como você faz falta minha linda! Hoje eu briguei com a Mari, queria tanto um abraço teu. Seria tão fácil se você estivesse comigo. Eu seria tão feliz. Mas o importante é que você está feliz, então, nada mais importa. Eu te amo. Muito. E tenho certeza que nunca vou deixar de te amar. Por isso vou deixar você viver sua vida. Isso é um adeus. Se um dia quiser falar comigo estarei aqui, mas, vou te deixar escolher quando sou ou não conveniente. Beijos. Até um dia.”
Eu fiquei um pouco triste, mas foi como se tirassem quinhentos quilos dos meus ombros. Eu precisava disso pra continuar.
“ Wesley diz: Oooooi Nathy! ”
Eu
lembrei do que a Fabí falou e com certeza corei.
" Nathália Mendes diz: Oi Wesleeeey! "
" Wesley diz: não tem um nome mais curto pra me chamar não? hahaha "
" Nathalia Mendes diz: deixa eu ver... Ooooi Lelly *-* melhor? "
" Wesley diz: Lelly? hahahahahaha meio gay mas acho que posso viver com isso. Em tenho que sair, só vim dar um oi mesmo, até amanhã na aula. "
" Nathalia Mendes diz: ok, até amanhã. "
" Wesley diz: beijos Thally (um jeito que só eu vou te chamar) haha "
" Wesley está desconectado "
" Wesley diz: não tem um nome mais curto pra me chamar não? hahaha "
" Nathalia Mendes diz: deixa eu ver... Ooooi Lelly *-* melhor? "
" Wesley diz: Lelly? hahahahahaha meio gay mas acho que posso viver com isso. Em tenho que sair, só vim dar um oi mesmo, até amanhã na aula. "
" Nathalia Mendes diz: ok, até amanhã. "
" Wesley diz: beijos Thally (um jeito que só eu vou te chamar) haha "
" Wesley está desconectado "
Quem sabe não é ele que vai me curar do Bernardo? Não, não. Esquece isso Nathy. Acho que vou dormir. Muita informação pra um dia só.
Segunda-feira 14 de Fevereiro.
Quando entrei no ônibus do colégio,
o garoto que mora no sítio antes do meu estava de pé conversando com o Tio Lourenço, o motorista.
O garoto era alto, tinha cabelos castanhos quase pretos, lisos, três dedos abaixo do pé do cabelo, e olhos azuis acinzentados. Traços leves que deixavam seu rosto amigável e até mesmo angelical.
Os dois me cumprimentaram e eu sentei no primeiro banco. Quando chegamos ao sítio seguinte, o garoto que eu não sei o nome foi para o fundo do ônibus dormir. Angélica entrou no ônibus toda animada, falando que encontrou o Guilherme no portão do condomínio e ele perguntou de mim. Ela disse para ele que falaria comigo hoje.
- Angélica, quem é aquele garoto que fica dormindo lá no fundo do ônibus? - Perguntei.
- Não tenho certeza. Acho que ele é da turma do coral. Não sei o nome dele. Mas enfim, já decidiu chamar o Wesley pra festa da Gaby? - Disse ela entusiasmada.
- Não! Já falei que não vou convidar ninguém. - Rimos.
Quando chegamos no colégio, Wesley estava nos esperando no portão.
- Olá Angélica, oi Thally. - Disse ele rindo.
Angélica olhou pra mim rindo como quem diz “eu sabia”. Corei. Eu não podia deixar ele na mão então...
- Oi Lelly. - Disse olhando pra baixo e com certeza muito vermelha.
O garoto era alto, tinha cabelos castanhos quase pretos, lisos, três dedos abaixo do pé do cabelo, e olhos azuis acinzentados. Traços leves que deixavam seu rosto amigável e até mesmo angelical.
Os dois me cumprimentaram e eu sentei no primeiro banco. Quando chegamos ao sítio seguinte, o garoto que eu não sei o nome foi para o fundo do ônibus dormir. Angélica entrou no ônibus toda animada, falando que encontrou o Guilherme no portão do condomínio e ele perguntou de mim. Ela disse para ele que falaria comigo hoje.
- Angélica, quem é aquele garoto que fica dormindo lá no fundo do ônibus? - Perguntei.
- Não tenho certeza. Acho que ele é da turma do coral. Não sei o nome dele. Mas enfim, já decidiu chamar o Wesley pra festa da Gaby? - Disse ela entusiasmada.
- Não! Já falei que não vou convidar ninguém. - Rimos.
Quando chegamos no colégio, Wesley estava nos esperando no portão.
- Olá Angélica, oi Thally. - Disse ele rindo.
Angélica olhou pra mim rindo como quem diz “eu sabia”. Corei. Eu não podia deixar ele na mão então...
- Oi Lelly. - Disse olhando pra baixo e com certeza muito vermelha.
- Soa
mais gay do que eu pensava. - Ele disse e eu concordei com a cabeça, rindo.
Fomos para a sala de aula. Primeira e segunda aula de matemática com o professor José Amadeu, conhecido como Amadinho. Muito divertido, rimos durante a aula inteira.
Terceira aula, química com a professora Milena. Um tédio de aula.
Na hora do intervalo, eu e as meninas fomos até a cantina pra comprar pão de queijo, enquanto o Wesley falava com o pai dele sobre os treinos.
- Fabí, você perdeu o Wesley chamando a Nathy de "Thally" e ela chamando ele de "Lelly". - Disse Angélica com tom malicioso.
- Está vendo? Eu disse que tinha algo acontecendo ai. Eu sempre soube. - Disse Angélica rindo.
Eu olhei pra baixo com vergonha, mas ainda sim rindo com elas, então tarde de mais percebi alguém na minha frente.
- Ai! Desculpa! Eu estava distraída, desculpa...
-Tudo bem, tudo bem, não foi nada, eu também estava distraído, desculpa. - Disse um garoto alto, olhos castanhos avermelhados, cabelos bem curtinhos, arrepiados e pretos. Lindo.
Ele sorriu pra mim, eu retribui e continuamos nossos caminhos.
- Quem é ele? - Perguntei para elas.
- Não faço ideia. - Disse Angélica.
- É filho de policial, só isso que eu sei. Já vi ele em algumas festas que minha mãe me levou. Não fazia ideia de que ele estuda aqui.
Era o dia de ganhar sorrisos de garotos lindos. Depois do intervalo tivemos mais uma aula de química, depois duas de informática com o professor Carlos. Como estavam consertando o ar condicionado do laboratório de informática maior, tivemos aula em um que tinha metade dos computadores. Fabí e Angélica sentaram juntas e eu sentei com o Wesley na fila da frente. Eu estava morrendo de vergonha, sabendo que as meninas com certeza estavam fazendo piadinhas e morrendo de medo dele ouvir, mas não tem como não conversar com ele a aula inteira e rir cada vez que ele conta uma piada idiota. Quando faltava uma meia hora para acabar a aula, um bilhete voou por cima de nossos ombros e aterrissou bem no meio do teclado do computador. Eu paralisei, tive certeza que era alguma brincadeirinha delas, mas fiquei muito tempo paralisada, pelo menos o tempo suficiente para ele pegar o bilhete antes de mim e começar a ler. Por sorte não era nada de mais. Era a Fabí dizendo assim:
“Nós podíamos começar amanhã aquele trabalho de química não acham? Minha mãe não vai estar em casa mesmo, dai a gente aproveita e pede pizza, assiste uns filmes e todo mundo dorme lá comigo *-*. O que acham? :D”
Fomos para a sala de aula. Primeira e segunda aula de matemática com o professor José Amadeu, conhecido como Amadinho. Muito divertido, rimos durante a aula inteira.
Terceira aula, química com a professora Milena. Um tédio de aula.
Na hora do intervalo, eu e as meninas fomos até a cantina pra comprar pão de queijo, enquanto o Wesley falava com o pai dele sobre os treinos.
- Fabí, você perdeu o Wesley chamando a Nathy de "Thally" e ela chamando ele de "Lelly". - Disse Angélica com tom malicioso.
- Está vendo? Eu disse que tinha algo acontecendo ai. Eu sempre soube. - Disse Angélica rindo.
Eu olhei pra baixo com vergonha, mas ainda sim rindo com elas, então tarde de mais percebi alguém na minha frente.
- Ai! Desculpa! Eu estava distraída, desculpa...
-Tudo bem, tudo bem, não foi nada, eu também estava distraído, desculpa. - Disse um garoto alto, olhos castanhos avermelhados, cabelos bem curtinhos, arrepiados e pretos. Lindo.
Ele sorriu pra mim, eu retribui e continuamos nossos caminhos.
- Quem é ele? - Perguntei para elas.
- Não faço ideia. - Disse Angélica.
- É filho de policial, só isso que eu sei. Já vi ele em algumas festas que minha mãe me levou. Não fazia ideia de que ele estuda aqui.
Era o dia de ganhar sorrisos de garotos lindos. Depois do intervalo tivemos mais uma aula de química, depois duas de informática com o professor Carlos. Como estavam consertando o ar condicionado do laboratório de informática maior, tivemos aula em um que tinha metade dos computadores. Fabí e Angélica sentaram juntas e eu sentei com o Wesley na fila da frente. Eu estava morrendo de vergonha, sabendo que as meninas com certeza estavam fazendo piadinhas e morrendo de medo dele ouvir, mas não tem como não conversar com ele a aula inteira e rir cada vez que ele conta uma piada idiota. Quando faltava uma meia hora para acabar a aula, um bilhete voou por cima de nossos ombros e aterrissou bem no meio do teclado do computador. Eu paralisei, tive certeza que era alguma brincadeirinha delas, mas fiquei muito tempo paralisada, pelo menos o tempo suficiente para ele pegar o bilhete antes de mim e começar a ler. Por sorte não era nada de mais. Era a Fabí dizendo assim:
“Nós podíamos começar amanhã aquele trabalho de química não acham? Minha mãe não vai estar em casa mesmo, dai a gente aproveita e pede pizza, assiste uns filmes e todo mundo dorme lá comigo *-*. O que acham? :D”
- Você vai?
- Perguntou Wesley para mim.
- Tem treino, lembra? - Respondi, tentando fugir do que quer que elas estivessem aprontando.
- É trabalho, meu pai libera a gente. - Disse ele com tanta animação que eu não podia negar.
- Tudo bem então. - Cedi.
No ônibus a Angélica foi me enchendo o saco o caminho todo até a casa dela, óbvio.
Quando cheguei em casa, troquei de roupa, peguei umas maçãs, para Zeus, e fui explorar o sítio mais um pouco com ele.
Voltei logo depois que escureceu, jantei, pedi permissão para dormir na Fabí no outro dia e fui para meu computador. Nada de novo, nenhuma mensagem do Lucas, nenhuma mensagem do Guilherme nem do Wesley. Até parece que eu estava ansiosa para eles mandarem algo. Enfim, não tinha mensagem de ninguém.
É, acho que já estava na hora de dormir.
- Tem treino, lembra? - Respondi, tentando fugir do que quer que elas estivessem aprontando.
- É trabalho, meu pai libera a gente. - Disse ele com tanta animação que eu não podia negar.
- Tudo bem então. - Cedi.
No ônibus a Angélica foi me enchendo o saco o caminho todo até a casa dela, óbvio.
Quando cheguei em casa, troquei de roupa, peguei umas maçãs, para Zeus, e fui explorar o sítio mais um pouco com ele.
Voltei logo depois que escureceu, jantei, pedi permissão para dormir na Fabí no outro dia e fui para meu computador. Nada de novo, nenhuma mensagem do Lucas, nenhuma mensagem do Guilherme nem do Wesley. Até parece que eu estava ansiosa para eles mandarem algo. Enfim, não tinha mensagem de ninguém.
É, acho que já estava na hora de dormir.
Voce escreve bem. responda-me...
ResponderExcluirmeu e-mail:
ResponderExcluirfrnndsnt@gmail.com
sou conhecido do Lucas Bueno, ele me disse que voce escreve muito bem. responda-me (e apague esses comentarios todos, ta?)(eu sou ironico)(mas não sou doido, ou doudo, como dizem os mais cultos)
ResponderExcluirOlá, sou o mesmo desses comentarios aí acima. Ignore-os. Mas voce não me respondeu. Mas voce escreve bem. Parabenizo-lhe por isso. (Parabenizo é com ''z'' mesmo?)
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