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Então vá até o capítulo 1 para acompanhar toda a história de Nathália em Bem Vindo a Refúgio!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Capítulo 10


- Eu não ia voltar de ônibus? - Perguntei para minha mãe que estava me esperando na frente do colégio de novo.
- Vamos almoçar, temos algumas coisas pra resolver e depois você tem compromisso.
- O que eu tenho? - Perguntei confusa. Será que eu esqueci algo?
- Entra no carro. No restaurante eu te conto.
            Fomos até o restaurante em que almoçamos no dia anterior. O caminho foi silencioso.
- Nós compramos um computador pra você, sei que demorou três anos, mas você sabe que demorou pra nos recuperarmos daquele incêndio na lavoura.
- Nossa, obrigada, mesmo! Eu sei e não cobrei vocês por isso. Obrigada mesmo.
- Mais uma coisa, eu e seu pai conversamos e... não aguentamos mais ver você chorando toda vez que algo te faz lembrar o Bernardo. Você vai encontrar uma psicóloga toda sexta feira a partir de hoje até que tenhamos certeza que você está curada daquele canalha. E também, ela vai poder te ajudar com sua falta de autoestima que já não era boa e só piorou depois do Bernardo.
- E...eu não vou na psicóloga, não estou com depressão ok? Vai passar, poxa, fazem quatro dias.
- E já demorou.
- Não! - Falei alto.
- Fala baixo, estamos em um restaurante não no seu quarto. Você vai.
- E se eu não for? - Desafiei, mesmo sabendo que não devia fazer aquilo.
            Ela me olhou com um sorrisinho maléfico.
- Eu não acredito! Vocês compraram o computador pra me chantagear. Mãe!
- Olha, é rápida minha filha. Você quer o computador? Então almoça rápido que marcamos pra uma e meia e já é uma hora.
            Eu não estava acreditando que isso estava realmente acontecendo. Eu não quero ir à psicóloga, não mesmo!
            Fiquei quieta o resto do almoço, ou seja, os próximos quinze minutos.
- Onde é? - Perguntei. Sinceramente, não queria que ela me levasse.
            Ela apontou para um edifício a duas quadras dali.
- Que andar? Sala?
- Você está querendo ir sozinha? - Perguntou minha mãe.
- É. - Disse olhando para baixo.
- Olha, nós não estamos fazendo isso pra que você fique brava com a gente. Só queremos te ajudar. Isso está te fazendo mal, você não precisa passar por isso sozinha, e se você não quer falar comigo sobre isso, o que eu acho normal, pois eu também não falava sobre isso com minha mãe quando acontecia então, a psicóloga vai poder te ajudar. Confia em mim. E eu e seu pai já tínhamos conversado sobre isso por causa da sua autoestima. - Disse segurando minha mão que estava sobre a mesa, e tentando me olhar nos olhos enquanto eu olhava para a mesa.
- Tá. - Falei me rendendo, já que não tinha como escapar.

            O escritório era no décimo segundo andar, na sala 237. Era um prédio comercial. Um dos mais importantes da cidade. Era o edifício Sbyrka.
- Oi Nathália, meu nome é Regina, espero que sejamos amigas.
- Oi Regina. - Sorri para a psicóloga.
- Eu vou te esperar aqui fora tá Nathy? - Disse minha mãe.
- Ok. - Respondi.
            Eu não estava nada confortável ali.
            Me sentei um sofá que parecia mais uma almofada gigante, Regina se sentou na minha frente, em outro sofá daquele.
- Bom, sua mãe me falou o porque que eles resolveram que você precisava da minha ajuda, mas, não é sobre isso que vamos conversar. Não enquanto você não decidir que é hora.
            Eu estava começando a gostar dela. Regina pediu pra que eu descrevesse minha rotina, pediu pra falar sobre o que eu gostava de fazer, e achou muito legal quando falei sobre o descampado. Perguntou sobre meus traumas, sobre minhas amizades... Quando pediu sobre os meus amigos, não falei nada sobre Mariana, afinal, ela era minha amiga, não é mais. Mas sim, falei sobre Lucas, ele é meu melhor amigo de infância, e não fez nada pra que isso mudasse. Falei sobre o Wesley, que a gente conversava nas aulas e que ele parecia ser muito legal, falei sobre a Angélica e sobre a Fabí, que eu conheci hoje. Ela perguntou sobre minha relação com minha mãe e meu pai. Enfim, ela não me perguntou nada sobre Bernardo, e nem ia, não tão cedo. Ela dava espaços para falar sobre ele se eu quisesse, e algumas vezes eu pensei em falar, afinal, era por culpa dele que eu estava ali, mas quando fosse a hora certa eu teria certeza e falaria, ainda não estava confortável o suficiente para isso.
- Bom, sobre aquele assunto que eu não vou te perguntar, sua mãe disse que às vezes você fica irritada, se tranca no quarto, grita, chora, disse que até já jogou um copo na parede. Então vamos fazer assim, você vai pegar um caderno velho, ou comprar, você que sabe, e quando você estiver com raiva você vai escrever tudo que você tem vontade de falar, tudo tudo tudo, quando você estiver triste você vai desabafar ali e quando algo te deixar muito feliz você também vai escrever. Procure colocar a data e o local de onde você está escrevendo tudo bem?
            Ela estava me pedindo pra escrever um diário? Era só o que faltava. Primeiro, eu vou à psicóloga, depois, eu escrevo um diário. Oi, eu sou uma garota rebelde, complicada e fresca de um filme americano.
- Um diário? - Perguntei.
- Se você quiser que seja. Mas não precisa falar sobre tudo que aconteceu no seu dia, sobre as aulas, sobre a coceira no pé. - Rimos - Só que seria interessante se você escrevesse um pouquinho todo dia, nem que sejam duas linhas, escreve o que mais te chamou atenção, algo assim.
- Mas eu sou péssima pra escrever. No último bimestre tirei quarenta em redação, passei por concelho nessa matéria.
            Ela riu.
- Não tem problema Nathália. Só você vai ler. Não vai precisar me mostrar não, mas eu vou perceber se você não estiver fazendo. - Ela me olhou como quem está te ameaçando, mas de uma forma brincalhona.
- Mas se eu posso desabafar com um caderno, por que não posso desabafar com... um cavalo? O Zeus? - Perguntei com ar brincalhão também.
- Vamos fazer um teste essa semana com o caderno? Só pra você ver como se sente. Se não der certo, a gente deixa o caderno pra lá e volta ao cavalo, ok? - Disse docemente.
- Ok, eu faço um diário. - Nós duas rimos.
- Bom, nossa reunião acabou, até semana que vem Nathália, gostei muito de conversar com você.
- Até semana que vem. Obrigada, eu também gostei. Foi melhor do que eu imaginei.
            Ela riu.
- Sempre é.

            Chegamos em casa e eu fui direto pro meu quarto procurar uma coisa.
            No fundo de uma gaveta que não havia sido desfeita para a mudança, encontrei um embrulho vermelho com estrelinhas prateadas. O embrulho estava velho. De dentro desse embrulho, tirei um caderno. Nenhuma folha havia sido usada, ele estava novo. O caderno era encapado com um tecido preto, e tinha um cordão bem comprido, vermelho bem escuro, quase preto, que dava umas sete voltas no caderno. Eu ganhei aquilo no meu aniversário de dez anos, mas nunca tive vontade de usar. Nunca me interessei por diários.
            Peguei aquele caderno, uma caneta preta, meu celular e meu fone novo, coloquei em uma mochila velha e desci as escadas para ir ao descampado.
- Onde você está indo com essa mochila mocinha? - Perguntou meu pai.
            Não, eu não vou fugir para não precisar ir à psicóloga, pai, ela é legal, e o senhor ainda me deve o computador. Como eu queria ter coragem de dizer isso.
- Vou correr com Zeus, como faço todas as tardes. - Respondi.
- E para que a mochila? - Perguntou minha mãe.
- Coisas que a psicóloga me mandou fazer. - Se eles soubessem que tenho um diário era capaz de quererem ler para ver o que falo do Bernardo.
- Ah! Ela te mandou galopar com uma mochila nas costas. O que tem aí? Deixa eu ver. - Disse minha mãe e veio pro meu lado querendo pegar a mochila.
- Relaxa! Caramba! Eu não vou fugir de casa! É só um maldito diário que ela quer que eu escreva ok? Satisfeitos? O que vem agora? Vão querer ler também? Quer saber, eu não vou fazer isso. Só vai me trazer dor de cabeça. - Disse alto e joguei minha mochila no sofá que estava a uns cinco passos de mim.
- Nathália... Eu... eu não sabia. - Disse minha mãe quieta.
- E eu não queria que soubesse. Fica à vontade, tá vazio ainda.  - E saí ao encontro de Zeus.
            Eu não sabia o que ia acontecer, eu nunca tinha falado assim com meus pais, estava me sentindo um lixo. Minha vontade era voltar e implorar perdão. Eu não era assim, mas eu não ia fazer isso. Eu ia passar a tarde no nada como sempre.
- Nathalia! - Gritou meu pai.
            Eu continuei andando, estava chorando e não queria que ele visse. Ele ia se sentir culpado, e a verdade era que a culpa era da minha falta de respeito com eles, e do meu orgulho que não permitia voltar e me desculpar.
- Nathalia! Pare agora. - Disse ele bravo.
            Eu odiava quando ele falava assim comigo, era encrenca. Fiquei estática na hora.
Ele chegou atrás de mim e me puxou de frente pra ele pelo braço com força, sim ele estava muito bravo.
- Olha aqui garota. Sua mãe está lá dentro chorando se sentindo culpada pela sua histeria, e eu tô cansado do seu complexo de vítima tá me ouvindo? Você está me ouvindo?! - Gritou, ainda segurando meu braço com força.
- Sim pai. - Disse quase chorando.
- Então ou você para com esse drama todo, ou você vai se ver comigo! Você não é o centro do universo. Você não passa de uma criança que não sabe nem o que quer da vida! Só porque deu uns beijinhos em um moleque acha que virou alguma coisa? Acha que é dona do próprio nariz? Quer mandar na sua vida? Então sai da minha casa, porque enquanto eu te sustentar quem manda em você sou eu! Eu e sua mãe. E enquanto você quiser ser chamada minha filha, você vai me respeitar. Não ouse gritar com sua mãe nunca mais se não você vai ficar sem dentes porque eu juro que eu te viro um murro na cara! Quer gritar comigo, grita, que depois a gente se resolve, mas não grita com sua mãe!
- Pai você está me machucando. - Disse chorando quase sem deixar que a voz saísse.
- Que dó de você. - E soltou meu braço, que estava super vermelho. - Agora pega essa mochila com esse maldito diário, como você mesma disse, e some da minha frente.
            Eu peguei a mochila e ele virou de costas e foi pra dentro de casa. Eu corri até Zeus, montei e saí rápido dali. O sol estava ardido, então resolvi procurar alguma árvore onde eu pudesse me abrigar na sombra. Fomos até onde acabavam nossas terras. Nosso sítio era divido do outro apenas por uma cerca baixa de arame farpado. Eu e Zeus seguimos a cerca até encontrarmos árvores. Sentei na sombra e comecei a chorar. Sim, eu era um lixo. Eu havia tratado as pessoas que eu mais amava da forma mais medíocre possível. Falei com eles como se eles fossem insetos insignificantes que só estivessem me perturbando. Desabafar com o diário? Não. Eu não estava levando aquilo muito a sério. Depois de uma meia hora, quando eu já estava calma, peguei o caderno e abri na primeira folha.





            Dia 11 de Fevereiro. Sexta-feira.
           [Em baixo de uma árvore onde termina o sítio.] 

          Não espere "Querido Diário" nem nenhuma dessas baboseiras.
         Guardei esse caderno por cinco anos por achar ridículo esse negócio
         de diário.
         Bom, hoje comecei a ir na terapeuta e ela falou pra eu fazer isso
         aqui e é bom que eu faça porque ela "vai saber se eu não fizer".
         Hoje conheci a Angélica no ônibus e a Fabiana (Fabí) na aula de
         educação física, e o Wesley falou do meu shorts. Ótimo não? 
         Bom, também fui grossa com meus pais e estou com medo de voltar
         para casa então acho que vou ficar por aqui.





           Ok, eu fui péssima nisso, mas é bom, assim se alguém por acaso ler meu diário, não vai querer passar da primeira página.
            Depois que guardei o caderno na mochila fiquei entediada, mas eu não podia voltar pra casa tão cedo. Então, fiz a mochila de travesseiro e comecei a ouvir música no celular. Peguei no sono.
            Enquanto dormia, sonhei que quando cheguei em casa, minha mãe tinha levado uma picada de cobra e tinha acabado de morrer, sem que eu tivesse tempo de pedir desculpas pela minha grosseria. O sonho era muito real, então, meu pai disse que minha mãe tinha gritado meu nome até morrer, e eu não estava lá. Estava em sei lá onde com meu “maldito diário”. Então vozes da minha mãe começaram a girar em minha cabeça gritando meu nome e eu comecei a chorar e pedir desculpas. Então acordei com meu celular tocando.
- Alo? - Disse sonolenta e um pouco assustada, nem vi quem estava ligando.
- “Você não vai vir jantar?” -Disse minha mãe do outro lado da linha.
- Mãe. Mãe! Você está bem? - Gritei desesperada.
- “Sim Nathalia. Por que não estaria?” - Disse ela sem entender nada.
- Desculpa mãe, eu fui grossa, estúpida, nojenta... - Comecei a chorar e ela me interrompeu.
- “Nathália, onde você está? Eu fui até o descampado te procurar e não te achei. Vem pra casa, a gente conversa aqui.”
- Você está brava comigo ainda não é? - Respondi.
- “Tá tudo bem. Venha logo, e cuidado, seu pai encontrou uma cascavel hoje.”
- Em casa?! - Gritei apavorada.
- “Não, ela estava longe, perto da cerca que divide o sítio. Onde você está?”
- Estou chegando, tchau mãe. - E desliguei para sair logo dali.

            Chegando em casa ouvi risos dos meus pais. Eles não pareciam zangados.
- Oi? - Disse entrando na sala.
- Minha filha onde você estava que não te encontrei no descampado? - Disse minha mãe.
- Estava muito sol lá então fui procurar árvores. Eu... eu estava perto da cerca, onde começam as árvores que vão pro rio.
            Minha mãe me olhou assustada e correu pra me abraçar.
- E por que demorou tanto pra voltar? Já escureceu a mais de uma hora! - Disse ela me abraçando forte, provavelmente imaginando se tivesse acontecido algo.
- Eu peguei no sono.
- Se estava cansada por que não voltou pra casa, dormir confortável?
- Eu estava com medo de vocês estarem bravos comigo. - Comecei a chorar abraçada com minha mãe. - Vocês me desculpam? Eu não sei o que deu em mim. A..a..a..
- Shh, shh tá tudo bem querida, tá tudo bem, a gente te desculpa sim. - Disse minha mãe acariciando meu cabelo.
            Meu pai deu um sorrisinho de lado pra mim, que significava “tudo bem”.
            Depois da janta tomei um belo banho pra tirar a grama, a terra e as folhas de mim e depois fui para a cama  assistir televisão.
- Nathalia, posso entrar?
- Pode pai, claro. - Respondi.
            Ele entrou no meu quarto com um notebook na mão, colocou na cama e sentou ao lado.
- Eu.. eu exagerei com você aquela hora, mas.. não precisava ficar com medo de voltar pra casa, eu não sou nenhum monstro né, sou seu pai..
- Tudo bem pai, você tinha motivos. - Interrompi.
- Eu te machuquei? - Ele perguntou olhando para meu braço.
- Já passou, está tudo bem. - E coloquei o meu braço para trás pra ele não ver a marca do dedo dele que estava roxa.
- Seu computador está ai, e a internet sem fio já foi instalada. Você.. ai droga. Você não precisa mais fazer terapia se não quiser, vendemos seu computador depois do incêndio sem nenhuma condição, não é justo que a gente coloque uma para devolvê-lo.
- Obrigada, mas eu vou continuar com a terapia pai. - Eu me odiaria por isso, mas eu não queria ver ele mais triste ainda.
- Obrigado. - Disse sorrindo triste e me abraçou forte.
            Depois que ele saiu do quarto, liguei o computador imediatamente. Eu sei que eu só tinha os contatos de anos atrás mas, eu iria achar algo para fazer, com certeza.
            Entrei no meu msn, a primeira coisa que apareceu foi um “pedido de aceitação de amigo” de Bernardo Moura. Recusei imediatamente.
            Pessoas conectadas: nove.
            Ótimo, cinco eu não lembrava quem eram, e as outras três eram Mariana Moura, Regina Maria e Lucas Ander. Regina Maria é uma tia minha que mora na Amazônia. Ela trabalha com pesquisa sobre a vida dos índios.

“ Mari Moura diz: Oi amigaa *-*
            Pensei em responder algo, mas meus olhos se encheram de lágrimas e eu senti raiva, vontade de gritar e quebrar tudo em volta. Menos o computador, claro. Então apenas fechei a janela de conversa da Mariana e bloqueei-a, antes que eu fosse grossa com ela também.
Quando eu ia falar com o Lucas...

" Lucas Ander: Oi Nathy :) "
" Nathalia Mendes: Oi Lucas, como estão as coisas por ai? "
" Lucas Ander diz: Estariam melhor se você estivesse aqui mas, estão indo. E por ai? Já sabe onde vai estudar? "

Bom, ele não estava com a Mariana.

" Nathalia Mendes diz: Está tudo ótimo por aqui, minhas aulas já começaram. A galera parece ser bem legal, tirando uma tal de Jessica. "
" Lucas Ander diz: Que bom! Em, amanhã a gente conversa mais, já que você está com computador né? "
" Nathalia Mendes diz: É! Finalmente. "
" Lucas Ander diz: Eu vou levar a Mari no cinema, ela está falando que eu esqueci ela desde que você foi embora, então vou dar um pouco de atenção á ela. "
" Nathalia Mendes diz: hahaha, ok vai lá amigo. "


Doía mandar isso pra ele, mas era necessário.

" Lucas Ander diz: Beijos, dorme bem... "
" Nathalia Mendes: Beijos, obrigada, você também. "
" Lucas Ander: "
" Lucas Ander está desconectado. "

            Pra que me mandar um coração? Eu já não estava confusa o suficiente?
            E o que ele quis dizer com "..." depois de dorme bem?
            Ah que droga! Acho que eu deveria dormir.
            Mas antes peguei meu diário e abri na primeira folha, onde eu já havia escrito um pouco. Não ia desperdiçar folha pra escrever no mesmo dia.



                 [No meu quarto]

                 Meu pai me deu o computador e disse que não preciso 
                 fazer mais terapia!Mas eu vou, pra compensá-lo pela 
                 minha falta de respeito de hoje.
                 Falei com Lucas por msn, ele me deixou confusa de novo.
                 Ah! A Mariana Moura veio falar comigo. Aquela falsa, 

                 nojenta AAAAAAH!
                 Bom, é pra isso que esse caderno serve então..
              AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH
              HHHHHHHHHHHHHHHHHHH  





                                     PROXIMO CAPÍTULO

2 comentários:

  1. Senti falta de comentários no último capítulo!
    Adoro a opinião de vocês =D
    Beijão, espero que estejam gostando.

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  2. Ta perfeito mandy *-*
    eu estou amando (: fato
    kkkkkk

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